segunda-feira, 8 de outubro de 2012

F.A.Q. - Bobo da Corte

Como muitas pessoas estão perguntando sobre o livro, e como eu não respondi satisfatoriamente, resolvi montar um F.A.Q. Mas quem responderá não serei eu, e sim os personagens. E o Bobo da Corte será o primeiro.

Como é a história?

Humm... Vejamos... Ah, daquele menino! Bem, tudo começa quando eu faço uma profecia. A história narra a jornada desse menininho raquítico. No começo ele parece um pouco besta, sabem? É um menino tímido. E ouvi boatos que ele aparece do nada, do outro lado da cidade. Bobagem, ao meu ver... Esperem aí, por que vocês simplesmente não leem a sinopse? Que tipo de crianças são vocês, que não leem a sinopse? Ah, a história não é para crianças? O autor disse que as crianças não entenderão? Francamente, que tipo de crianças vocês são? Conheço uma menininha da plebe que lê coisas muito mais complexas. Cansei de vocês.

Quanto tempo demorou para ser feita?

A história, verdadeiramente, dura três dias; mas como o autor é muito preguiçoso, passou um ano e quatro meses para narrar três dias. Eu conto As Mil E Uma Noites numa tarde só, e o resultado é mil e uma vezes melhor.

De onde surgiu a ideia?

O autor estava naquele lugar onde se faz as coisas que ninguém pode fazer pela gente. Aí pensou... Vocês não entenderam onde ele estava? Oh, quanta imaginação! Claro que ele não estava sonhando. Ninguém faz histórias das coisas que sonha. Não adivinharam? É, isso mesmo. É, é, na latrina. Imaginem que pervertido, pensar em mim com todas aquelas crianças andando pelo Grão-Império enquanto estava... bem, fazendo o que só ele podia fazer.

Como foi construída, até virar o que é hoje?

Primeiro de tudo ele me criou. Eu, que sou a estrela dessa história. Ele me ama! Pensou em algumas crianças que passeavam comigo, para conhecer a região. Pensou no Grão-Império. Na igrejinha. Não sabia o que fazer ainda. Tinha três crianças normais e eu, todo pomposo e faceiro. A escolha era óbvia. A história tinha que me acompanhar. Mas ele escolheu o menino! Disse que se encantou com o menino. Bobagem! Aí decidiu que iria fazer algo tipo Alice, puxando um pouco para O Pequeno Príncipe. Tenho que dizer que ele fracassou miseravelmente. Ainda assim, a história tem seus pontos altos. Um detalhe aqui. Um personagem sem noção ali. Montou uma história nonsense, de aventura, quase infantil. Nada de extraordinário. Mas tem seu lugar. Diverte, distrai... traz esperança. É agradável. O que já é meio caminho andado.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Publicação

É com grande alegria que eu informo que o meu primeiro livro, O Menino Plebeu, será publicado pela Editora Multifoco. Espero fazer dele um enorme sucesso. Conto com o apoio dos leitores para tornar isso realidade.

Em breve capa definitiva e local do evento de lançamento. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Cidadela D'Oeste - Guerra dos Mil Loucos


Como todo mundo sabe, ou melhor, como eu desejo que todos saibam, a cidadela D'Oeste hoje (na data em que se passa a história) é um lugarzinho pacato. Mas em outros tempos houve guerras, e uma delas, a Guerra dos Mil Loucos, foi a mais devastadora. O mor-rei da época estipulou que todos os homens que não fossem à guerra, seriam considerados loucos. A guerra estava sendo travada contra os Rododendros, um bando de mercenários que trabalhavam em causa própria - ou seja, submetiam suas armas e habilidades de guerreiro em troca da paga ou dos despojos que eles mesmos arranjavam em seus saques e arruaças - contra qualquer terra de paz. Os Rododendros tinham uma tática muito sútil. Dias antes de executar um ataque, infiltravam alguns azáleas (uma das subdivisões do grupo) no lugar em questão e sabotavam - ou trollavam, como alguns historiadores mais recentes preferem dizer - tudo. Era assim: contaminavam as águas do local, mexiam na comida e enchiam todo o lugar com o veneno dos rododendros - flores que dão nome ao bando. Aí quando iam atacar pra valer, muitos já tinham morrido, mais da metade estavam vomitando ou com diarreia e quase todos estavam enfermos. Sobrava meia dúzia de gatos-pingados e a festa era garantida.


Mas, voltando à história, quando o mor-rei decretou a loucura dos não-combatentes, ninguém se alistou à guerra, com exceção de duzentos e cinquenta loucos que queriam provar que não eram loucos. Esses  duzentos e cinquenta loucos, quando foram ao ataque, acabaram sendo convencidos pelos rosas-dos-alpes (psiquiatras dos rododendros) a se juntarem à causa. Nisso, o mor-rei voltou atrás: podiam não ir à guerra e serem considerados normais. Apareceram quinhentos voluntários. E houve uma guerra entre mil soldados. Como os Rododendros já haviam conquistado vários lugares e trollado todos eles com veneno, ficaram desprovidos de abrigos sem veneno, se confundiram e fizeram um banquete com comida envenenado. Os loucos, muito desconfiados, não tocaram em nada, mas morreram de inanição. Os quinhentos soldados do mor-rei, vendo o horror da guerra, acabaram voltando para casa loucos, falando de armas e rosas que eram liderados pelos sargentos Talho e Axl Rosa, que cantavam música de pedra dura e viviam brigando. A Guerra durou uma semana, mas todos os envolvidos sofreram muitíssimo.



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Blog Parceiro - Apaixonada por Livros

Já conhecem o blog Apaixonada por Livros? Não? Você gosta de ler? Sim? Então está perdendo tempo! Acesse apaixonadaporlivros.com e saiba as novidades da literatura. Dicas, recomendações de leitura e informações sobre o mundo literário, oferecidas por quem é apaixonada por livros, estão em:


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Série Cidadela

Finalmente decidi: O Menino Plebeu será o primeiro volume da série de três ou mais livros!



O que é a Série Cidadela (ou Trilogia Cidadela)?

A série Cidadela será uma série de livros de aventura, com as temáticas: fantasia medieval, nonsense e sátira comportamental. Desde uma pequena previsão à viagens no tempo, a série Cidadela pretende fazer as pessoas pensarem na vida, sob um pano de fundo de fábulas infantis e aventuras idílicas. Convido quem gosta de literatura (e quem não gosta também, por que não?) a embarcar nestas singelas histórias, que como uma cidadela, trarão encanto pela simplicidade e beleza.

A primeira destas histórias já está escrita: O Menino Plebeu, que estou fazendo todo o possível para publicar, irá encantar a todos. Seja um bobo, uma menina astuta... ou um garoto amuado...

Sinopse:
Após ouvir do Bobo da Corte a previsão mais estapafúrdia de todas — na qual se tornaria mor-rei, o incrédulo Menino Plebeu tem sua vida totalmente mudada. Ao acordar, na manhã seguinte, bem longe de casa, ele começa a perceber que as coisas não têm que fazer sentido. Tentando voltar para casa, cercado pelas sombras do seu mistério, o menino se envolve com pessoas realmente birutas, e descobre novas ideias que vão fazê-lo acreditar que, no mundo das impossibilidades, tudo é possível. Entre o deleite e o desespero do não saber, a resposta mais clara está dentro dele — na esperança que ele mesmo não sabe que tem. Se o mundo ficou tão estranho, por que então não seria tudo possível? E sua humildade, bondade e esperança talvez lhe concedam uma grande recompensa no final.
Trecho:
— Mas o que você faz aqui?
— Absolutamente nada.
— Então por que não vai embora daqui?
—  Eu  não  faço absolutamente  nada.  Se  eu  fosse  embora  daqui,  eu  estaria  fazendo  algo:  indo
embora...

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Chamada

     Uma profecia dada às pressas... e sua vida não foi mais a mesma. O Menino Plebeu, uma aventura clássica, recheada de paisagens bonitas e personagens intrigantes... Conheça a trajetória deste humilde e pobre menininho, em busca do que ele não sabe que irá encontrar.

       "- Você será mor-rei!"
    "- Como posso - perguntou o menino, olhando para o chão, desesperançado e pusilânime -, se eu sou tão pequeno e o mundo tão vasto?"

      Eis a ideia que o menino plebeu faz do mundo, um lugar vasto onde ele não pode ser mais ninguém, além dele mesmo. E quem é que, neste mundo, pode ser mais alguma coisa, além de si mesmo? Só podemos ser nós mesmos, pelo simples fato de que é impossível se desvincular do "eu", até quando utilizamos "nós" para nos prendermos. Ele... ele é O Menino Plebeu, e você... quem é você? 
     O Menino Plebeu não poderá te dizer quem você é, mas certamente lhe dará um exemplo e tanto.